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sábado, fevereiro 1

#1 | O início da minha experiência em Bournemouth


A melhor coisa que podemos fazer na vida é aquilo que achávamos que não íamos ser capaz. 

Janeiro começou em grande! 
Concretizei o primeiro objetivo de 2020 e um dos meus desejos dos últimos anos: ter uma experiência no estrangeiro de forma a melhorar o meu inglês.  

Muitos de vós acompanharam esta aventura comigo no meu instagram. Hoje vou passá-la para aqui, para que todos vós possam, sempre que quiserem, encorajar-se a irem também.  

Há muito tempo que queria ter feito isto. Há tempo de mais até. A falta de coragem não me deixou ir mais cedo. Parecia que nunca era o momento. Ou porque tinha que trabalhar, ou porque não tinha tempo, ou porque não queria ir sozinha, ou porque inventava medos na minha cabeça para não ir, ou porque tinha medos efectivos que me faziam estar quieta. Tudo era uma desculpa útil para me fazer desistir da ideia. Até que a ideia prevaleceu! 
E que bom que foi! 

A coisa que vos quero dizer antes de qualquer outra coisa, por muito cliché que seja, é que o sonho comanda a vida. Desistirem dos vossos vossos sonhos é deixarem a vossa vida à mercê do vento. E ela não merece que vocês lhe façam isso. Por isso, não deixem para amanhã. Delineiem a vossa estratégia HOJE e cumpram os vossos objetivos assim que possível. Vai valer tanto a pena esse caminho. 

Há cerca de três anos atrás, tive um dia péssimo. Estava sentada no sofá de uma sala que não era a minha, completamente infeliz com a minha vida. Más energias me circundavam, por todo o lado. Sentia que precisava de desaparecer do mapa, para voltar mais tarde, quando tudo estivesse recomposto. 

Entregue ao peso do meu próprio corpo, fazia scroll no facebook, quando me apareceu uma publicidade de uma empresa que fazia experiências remuneradas no estrangeiro e, nessa mesma semana, um dos seus membros ia estar a dar uma palestra na Universidade do Algarve.
Mal abri o site para saber mais informações, deparei-me com esta frase: "Quando sentimos que não temos ainda o nosso lugar no mundo, temos o mundo todo ao nosso alcance. É só sair e procurar".

Isto mexeu comigo de tal forma, que nessa noite não dormi. Só pensei em largar tudo e ir.

Dias depois estava na universidade a ouvir as mais variadas experiências que a VIDA EDU me podia proporcionar. Mas nessas semanas seguintes algumas coisas mudaram e a minha vida melhorou. Esse desejo foi adiado. Mas nunca esquecido. 

Entretanto mudei de funções duas vezes no meu local de trabalho. Tantas outras coisas mudaram. 

Deste ano não podia passar. 
Quis Deus que eu e a VIDA EDU nos voltássemos a cruzar, agora de uma forma muito mais próxima e a Ana, a quem deixo aqui o meu agradecimento, me encorajasse a ir sem que pudesse olhar para trás. 

Juntei dias de férias no meu local de trabalho, a VIDA EDU ajudou-me a perceber qual a experiência que se adequava aos meus objetivos e FUI. Foi  a melhor coisa que fiz nos últimos tempos!

Curso de inglês em Bournemouth com alojamento em casa de uma família inglesa, foi o programa escolhido, dos mil e um que estavam à minha disposição. Depois, foi só comprar os vôos, fazer as malas e embarcar na aventura.

Porque escolhi Bournemouth?

Bournemouth é uma cidade no sul do Reino Unido, conhecida por ser o local ideal para vários estudantes fazerem intercâmbio. É uma cidade relativamente barata - tendo em conta que estamos a falar do Reino Unido - e conhecida também por ser muito segura. Mas aqui para nós, que ninguém nos ouve, o facto de ter praia teve um peso decisivo na minha escolha. Além disso, o facto de existem vôos directos do Algarve para lá foi a cereja no topo do bolo.


Porque escolhi ficar em casa de uma família? 

O objetivo principal da minha viagem foi melhorar o meu inglês. Estando alojada na casa de uma família inglesa, deixamos de fazer apenas um curso de inglês, para termos uma experiência completa do que é que viver noutro país. Desde a rotina diária à gastronomia, é possível ter a plena noção disso vivendo com uma família e... caso tenham dúvidas nos trabalhos de casa da escola, eles vão ser excelentes explicadores, mais não seja para vos ensinarem a pronunciar corretamente as palavras (risos).

Porque é que não fui 6 meses (ou mais) e trabalhei simultâneamente?

Porque trabalho em Portugal em algo que me preenche positivamente e para conseguir conciliar as coisas, apenas consigo ir nas minhas férias. Sem dúvida que se isso não estivesse a acontecer neste momento em Portugal, esta era uma experiência que prolongava. Mas mais vale ir o tempo que fôr, do que ficar quieto a ver sonhos passarem-nos à frente dos olhos :)
Com a VIDA EDU vocês podem ficar lá 1 ano se quiserem, só a estudar... ou a estudar e a trabalhar simultâneamente.

E os medos? 

Os medos hoje não existem. Acho que é isto que fica de mais importante a reter.
Na semana antes de ir, eram várias as perguntas que se colocavam na minha cabeça - como vos disse no post anterior. O facto de ir sozinha aumenta-nos a tensão arterial (risos), porque se correr mal, és tu que tens de te desenvencilhar do problema. Acho que o essencial é ter mente aberta e estar disponível para aceitar que se correr menos bem, são aprendizagens que ficam.


Coisas que preparei antes de ir ... 

A coisa mais importante que fiz, foi criar o meu cartão da REVOLUT. Isto facilitou brutalmente a minha vida, uma vez que no Reino Unido a moeda é diferente (£ libras). Com este cartão não tive que me preocupar em ter dinheiro físico em libras. Bastou-me carregá-lo com euros - que é possível fazer através da aplicação no telemóvel - e pagar todas as minhas coisas com o cartão lá (funcionou em toooodos os lugares, sem excepção). Automaticamente, ele câmbia euros para libras (ou outra moeda) à melhor taxa disponível naquele momento. No entanto, caso precisem de levantar dinheiro por algum motivo, também o podem fazer (200€ por cada 30dias sem taxas adicionais).
Se quiserem ter este cartão gratuitamente, digam-me aqui nos comentários e deixem-me o v/ email que eu ajudo-vos.

A segunda coisa mais importante, foi levar adaptadores para as tomadas. Não se esqueçam que no Reino Unido, os encaixes para ligarem TUDO são diferentes.

Ter a aplicação do Uber pode facilitar a vossa vida. Mas atenção! Quando cheguei ao aeroporto, não consegui chamar um Uber a partir de lá. Felizmente tinha-me precavido e descoberto que lá eles usam uma aplicação tipo Uber mas específica da zona de Bournemouth, Poole, Christchurch e Wimborne. Basta procurarem na apple store/google store por "PRC Streamline" e baixar a app. No centro da cidade o Uber já funcionou tranquilamente. 

Comprar o casaco mais quentinho, impermeável e com capuz porque certamente irão existir dias de chuva e não esquecer collants para colocar por baixo das calças (risos).

Levar um livro de Português-Inglês que vos ajudará a estudar vocabulário nos tempos livres. Eu recomendo este aqui: "SABER INGLÊS -Vocabulário, Inglês britânico e americano, cartas, funções da língua e gramática" da Maria do Amparo Fernandes & Maria Emília Domingues.

E logicamente, preparar uma pasta com os dados da vossa escola, da casa da família onde irão ficar, os v/ contactos de emergência, o vosso cartão europeu de saúde ( que agora com o brexit terão de se informar se ainda vos serve de algo) e essas coisas.


Nos próximos posts eu vou-vos contar como foi o meu primeiro dia de aulas e seguintes, as diferenças que senti para o ensino português, os amigos que fiz lá, a experiência com a minha família, como era a cidade - transportes, coisas para fazer, etc. - e claro, a minha experiência com a comidaaaa.

Quem vai ficar desse lado?

Beijo,
Pat


quarta-feira, agosto 28

Aqui, no lugar de Porto Côvo!





A pedido de várias familias, aqui venho eu trazer-vos mais um bocadinho do meu querido Alentejo. 
Quem por cá anda há já algum tempo, sabe que tenho raízes do mar alentejano interiorizadas em mim desde que nasci e por isso é paragem obrigatória sempre que possível. 

Poderão ler um bocadinho mais sobre o meu amor a esta região do país aqui , já que é dos textos que mais gostei de escrever.

Sem mais demoras, hoje trago-vos um post especifico sobre a zona de Porto Côvo e seus arredores próximos.

Vou partilhar convosco as minhas praias preferidas e quais os melhores momentos para as visitarem, os locais onde aconselho a comprar os alimentos de melhor qualidade, onde jantar ou almoçar fora e dicas sobre onde pernoitar. Espero que tenham a noção dos segredos que vos vou contar depois disto e que os guardem como a vossa vidinha (risos).  

Aproveito para dizer que ninguém me pagou para isto. Por isso, acreditem, que vos estou a dar informação previligiada com todo o meu coração. 


SOBRE AS MINHAS PRAIAS FAVORITAS 

(e as que menos gosto)


Quando falamos nas praias de Porto Côvo, é rara a pessoa que não me fala na Praia Grande. Esta é, para mim, a pior praia nesta zona e quando alguém me diz que foi a única praia que conheceu em Porto Côvo, quase que me arrepio toda por as pessoas não terem realmente conhecido aqueles que são os verdadeiros recantos deste bocadinho de terra à beira mar plantado. Ainda se me falassem da Praia da Cerca Nova, que fica ali dois passinhos ao lado.... bom, ainda tinham perdão. 

Não gosto da Praia Grande, essencialmente por essa razão: porque é grande. Isso faz com que seja das mais ventosas e onde o mar acaba por ser mais agitado em dias de ondas. É, obviamente, aquela praia onde todas as pessoas que não conhecem realmente esta pequena aldeia, vão parar.

Se fazes surf, pode até vir a ser uma boa opção, embora recomende à malta surfista deslocar-se um bocadinho para o lado e visitar a praia dos Aivados (mais a sul), o L-point (2km a sul de São Torpes e a norte de Porto Cõvo) ou São Torpes (mais a norte), pois certamente encherão melhor a barriguita de ondas. 

Mas gostos não se discutem meus amigos! E eu estou aqui para vos contar os meus segredos indepentemente disso e sem rodeios.  



Nas duas fotos a cima, bem como na de baixo, têm a minha praia favorita, a par e passo com a que vos vou apresentar a seguir, ainda neste post. Não consigo escolher entre as duas, porque ambas têm características que me fazem não conseguir tomar uma decisão. 

Aqui, a "Praia da Samouqueira".
Poderão encontrar esta praia viajando na estrada junto ao atlântico que liga Porto Côvo a São Torpes (é fácil de identificarem esta zona, por causa da vistosa central termoélectrica que lá funciona). E mais fácil será encontrarem esta praia, por nas bermas da estrada serem vários os automobilistas a parar para apreciar as avestruzes que se passeiam naquela herdade próxima e que fazem as delicias das fotografias dos veraneantes. Mas tenham atenção, se lá forem também pôr as mãozinhas perto, lembrem-se que as bicadas de avestruz em nada são semelhantes à de um pintainho acabado de nascer. 


Sou picuinhas o suficiente para vos dizer que escolho esta praia de acordo com as marés. Pois é! Para mim, esta praia é óptima quando a maré está vazia a encher. É a principal característica que me faz optar por ela em deterimento da próxima praia que vos vou falar. 

Nestas circunstâncias, esta praia prefaz o gosto da maioria das pessoas. Recomendo-a especialmente a famílias com miúdos e graúdos, pois as suas piscinas naturais farão as delicias de todos, serão um descanso e simultaneamente uma alegria para os pais e avós que vêm os seus filhos e/ou netos brincar entre insufláveis e mergulhos nesta água translúcida .   

As rochas amortecem as ondas maiores e o areal selvagem faz-nos relembrar as praias de antigamente. Não esperem encontrar um apoio de praia (café/bar), pois não existe; por isso levem aquela geleira carregada de minis fresquinhas, caso gostem de fazer aquela pausa e, não, não vão ter um WC à vossa disposição. Por isso, caso optem usufruir da natureza no seu esplendor deixo-vos o pequeno lembrete de que é ético deixarem tudo como encontraram (dejectos são biodegradáveis, mas tudo o resto, NÃO!).

Se não conseguirem fazer aquela video chamadinha para o vosso ente querido que está a penar no escritório mais distante em pleno mês de Agosto porque ainda não teve férias, é possível que também não tenham rede. Mas fazer inveja é feio, por isso, larguem o telefone e disfrutem do momento. 

Em anos chuvosos poderão verificar algumas nascentes de água a escorrer pelas falésias. E confesso-vos, que um ano, estava eu muito descansadinha a ver o pôr do sol, rodeada por um bando de gaivotas que quase me confundiam com uma delas enquanto se apoderavam dos restos deixados pelos humanos na praia, quando assisti ao encontro mais épico entre uma ratazana e uma gaivota.

Caso vos aconteça, respirem fundo e valorizem isto, pois significa que ainda há lugares no mundo onde os bichos se sentem livres para encontros românticos (ou não) - (risos!)

Se forem como eu e tiverem pânico a ratazanas, bem...!! Arrumem as vossas coisinhas, que está mais que na hora de irem para casa - (risos a dobrar!) 



A minha outra praia favorita do país, também pertence ao concelho de Sines. 

A Praia Pequena ou também conhecida por "Praia do Banho"- por receber a tradição do banho do 29 de Agosto -, e adjacentes (cujo acesso se faz através desta praia)

Tenho um carinho muito especial por esta praia, porque é a primeira praia que tenho na minha memória de quando era pequenina e, por isso, para mim, é a "minha primeira praia", a primeira praia a que fui a banhos.

Lembro-me de, sentada numa das poças desta praia, beber água salgada às colheres com uma pequena pá de brincar, depois de me colocarem um baldinho amarelo à frente cheio dela (que ainda o tenho guardado como recordação para os meus futuros filhos), e exclamar de satisfação ao fazê-lo - tipo aquele "Ahh!" de quem acaba de beber algo fresco num dia de verão com um calor abrasador, sabem? -, depois de até lamber as mãos inclusivé, tal era o gosto que tinha ao fazer aquilo.
Nessa altura, eu era uma bolinha gorduxa que mal sabia andar, mas que gravou esta praia para todo o sempre na sua memória. 

Foi também aqui que dei os primeiros mergulhos das rochas sem a mão no nariz, onde aguentei mais de um minuto a suster a respiração nas competições com o meu irmão de quem aguentava mais tempo debaixo de água e onde me tornei sereia a nadar sem pé, para grande orgulho do meu pai. 

Não sei se é por tudo isto que gosto mesmo desta praia, ou se ela é de facto uma praia bonita. Mas aos meus olhos - e daqueles que lá tenho levado -, esta praia tem recantos WOW, que é como quem diz, sem-palavras.   




Estas três fotografias foram tiradas lá, a semana passada, em pleno mês de Agosto. 

Não seria de esperar outra coisa, do que obedecer à minha picuinhice das marés. 
A esta praia eu gosto de vir com a maré totalmente vazia ou totalmente cheia. Mas preferencialmente, com maré vazia. Marés intermédias nesta praia tiram-lhe o encanto, a meu ver. Por isso sugiro que tenham isso em conta.

Porquê preferencialmente com a maré vazia? 
Porque desta forma, vocês tem um pequeno mundinho de praias adjacentes para descobrir, através de grutas e grutinhas. Se tiverem um espírito explorador, vão adorar! e claro, encontrar recantos lindíssimos, com muito menos gente. 

É comum ver o deslumbramento dos mais novos, ao andarem de gatas por algumas destas suas passagens secretas.

Mas não se esqueçam.... a maré está sempre em movimento e embora dê para se perdem no tempo com este lugar maravilhoso, não convém que a deixem subir demasiado antes de voltarem à praia "base". 



Embora seja a minha favorita, eu também lhe reconheço alguns perigos. Observem o que se passa à vossa volta. Em alguns momentos da maré é possivel que haja agueiros e existe uma passagem de água do lado esquerdo da praia que por vezes forma correntes que podem assustar os mais pequenos.


Há outras praias bonitas por lá, que não frequento regularmente. 
A Praia dos Buizinhos, com uma vista magnífica para a Ilha do Pessegueiro, encanta com a maré a encher, pois a sua água translucida brilha no areal. Também a Praia do Cerro da Águia poderá fazer as delicias de quem gosta de praias mais calmas.... mas há anos, em que as marés de inverno levam a areia e então fica com muitas rochas. 



SOBRE ONDE FICAR

Este é um pârametro díficil para vos aconselhar, pois tenho a grande sorte de ter sempre quatro paredes à minha espera. Por isso, o que vos recomendar não é por minha experiência própria, mas sim pelo que conheço que existe. Se forem meus amigos, poderão sempre perguntar se quero ir de férias convosco e assim a vossa vida fica bastante mais facilitada (e barata) - risos!!   


Para os mais aventureiros, não faltam parques de campismo onde poderão ficar. Em Porto Côvo existem dois : O Parque de Campismo de Porto Côvo e o Costa do Vizir Camping (tem bungalows). Pelo que oiço dizer, tenho óptimas referências de ambos. Mas caso não consigam o vosso lugar num destes, poderão ainda recorrer ao Parque de Campismo da Ilha do Pessegueiro que, além de não ficar muito longe, tem uma vista espetacular. 

Para aquela escapadinha romântica de fim de semana, aconselho uma pequena Guesthouse chamada "O Lugar". Nunca lá fiquei, mas é um sitio que adorava conhecer. Os pormenores da decoração e a leveza dos espaços, identifica-se muito com o sentimento que Porto Côvo nos transmite.  - Meus queridos vizinhos de "O Lugar" me chamem para ficar em vossa casa! ehehe 



Mas o que eu verdadeiramente aconselho, é juntarem a família, uns trocos extra e alugarem um apartamento de férias, com barbecue - já vão perceber porquê. 
Não há nada como o conforto da nossa privacidade. Chegar da praia e tomar um banho de mangueira, ter uma cozinha para fazer aquela sangria ou um petisco para todos. Levar as bicicletas e fazer aquele passeio pelas veredas do restolho. Esse sim é o verdadeiro Alentejo! 

Dentro da aldeia será difícil encontrarem estas casinhas de férias, mas nos arredores próximos há algumas pessoas a alugar  (por mensagem privada, eu posso-vos dar uns connects, eheh). 
Caso gostem de cavalos, poderão ainda dar uma vista de olhos nos apartamentos da Herdade do Pessegueiro. 



SOBRE ONDE COMER 

( e onde comprar comida boa)

Pegando no que disse anteriormente, na minha opinião não há nada como ter um apartamento com um fogareiro incluído. Além das refeições vos ficarem mais baratinhas, se seguirem as dicas que vos vou dar, farão refeições de alta qualidade.

De manhã é que começa o dia. E é também de manhã que o mercado da aldeia recebe o peixe mais fresco que vocês podem imaginar. Dirijam-se ao mercado e perguntem pela banca do "Rui do Peixe". Toda a gente vos vai saber dizer onde fica e, mesmo que não saiba, vocês vão descobrir no imediato. Perguntem-lhe qual o melhor peixe do dia e ele não vos irá mentir!  

Aproveitem esta voltinha e mesmo ao lado da banca do "Rui do peixe", terão os melhores legumes de que tenho memória. Comprem "tomates rosa" e pimentos verdes, porque aqui, garanto-vos que têm o sabor original. 

Aproveitem que a malta veraneante ainda dorme, para poderem escolher o melhor pão alentejano! 
No mini-mercado "do Luciano", que fica mesmo junto ao mercado, terão ao vosso dispor pão do Cercal do Alentejo e pão da Sonega. Não os confundam com outros, pois este, é o verdadeiro pão estaladiço e o que eu vos aconselho nesta zona. E porque nada como um queijinho para acompanhar... todos os queijos e enchidos aqui, são verdadeiramente bons!

Se tiverem uma família grande, quiserem fazer aquela açorda de alho típica e quiserem quantidades maiores, façam a vossa encomenda na padaria da Sonega (Pacheco & Cruz padarias) e.... com sorte.... ainda o vêem sair do forno!!!!!  



Para os mais endinheirados ou perguiçosos, também há solução! 
Existem restaurantes de qualidade, mas nem todos à vista do turista. 

Se são grelhados que vos apetece, peguem no vosso carrinho e vão até à Ribeira da Azenha (sentido Porto Côvo - Vila Nova de Milfontes). No Restaurante do Amândio, irão comer a melhor mista de carne da vossa vida, acompanhada pelas verdadeiras migas à alentejana, um arroz divinal e muita fruta da época!! Não há nada melhor depois de um dia de praia até ser noite. Também há peixe grelhado! 
Mas atenção!... ir cedo, é essencial. 


Se foram para a Praia Pequena ou dos Buizinhos e a fome começar a apertar num dia magnifico de verão em que não apetece nada sair de lá, calma, tenho a solução. A Pizzaria La Bella Vita faz take away! Localiza-se na rua principal de Porto Côvo. Não se assustem quando virem uma fila à porta e sejam inteligentes ao ponto de avisar que querem take away, pois irão passar à frente de toda a gente. Caso contrário, sei lá, liguem a encomendar. Vale tudo!




Por último, se têm aquela notinha reservada para gastar no jantar do verão, não posso deixar de recomendar um arrozinho de marisco ou mariscada na Cervejaria e Marisqueira Marquês. 
É uma casa ímpar com alguns anos de história e cujas paredes revelam tradição. É realmente uma referência em Porto Côvo. O seu tecto forrado a canas, os azuleijos antigos, as cantarinhas a decorar os pilares, os arcos, a pedra que reveste a parede... vale a pena! 

E porque não conseguimos trazer a luz refletida no branco das casas para aqui, nem o cheiro a maresia pelos ares, muitos menos os rolinhos de palha espalhados pelos campos... resta-me dizer-vos que só indo lá, poderão saber o quão tranquilo é este lugar. 

Identifiquem-me nas vossas publicações com o hashtag #vaificartudobeemblog e caso precisem de mais dicas, contactem-me pelos instagrams #Patriciaasluz ou #vaificartudobeem

Sejam Felizes!

Beijocas, 
Pat